domingo, 8 de dezembro de 2019

Linha do Tempo da Divisão Territorial de Camaçari e os Acontecimentos em Salvador

Administração da sesmaria de Conde de Castanheira/Marqueza de Niza nós primeiros anos do século XVIII - XIX. Tomáz da Silva Paranhos e herdeiros, 1864. Maria Joaquina da Silva Paranhos e José Garcez Montenegro de quem descende o desembargador Tomas Garcez Paranhos Montenegro.

1758 - Vila Nova de Abrantes do Espírito Santo.
O século XVIII foi marcado pelo apogeu da influência da Salvador no cenário nacional.
A mesma, acumulava capital a partir do tráfico de negros escravizados.

1763 - Devido ao intenso tráfico e em detrimento e contrariedade aos interesses de Lisboa, culminou na transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro.

1823 - Houve a expulsão dos portugueses da cidade de Salvador, após uma longa resistência em 2 de julho.

1835 - Acontece a Revolta dos Malês organizado por negros mulçumanos.

1837 - Acontece a Sabinada, liderada pelo jornalista Francisco Sabino Vieira.

1846 - Extinção da Vila, integrando seu território ao município de Mata de São João.

1848 - Vila de Abrantes recriada - sede no Arraial de Parafuso - implantação da linha férrea.

1892 - Re-institui a sede do município em Vila de Abrantes.

1918 - Pe. Camillo Torrend descobriu e propagou a excelência das águas do Rio Imbassaí final do século XIX, intensifica-se o processo da fragmentação fundiária - "Minifundização". Em meio tempo, Salvador passou por um período de reformas urbanas e obras de melhoria nós serviços básicos.

1925 - Góes Calmon transfere a sede do município de Abrantes para o Arraial de Camaçari elevado à categoria de vila. Designando-se a partir de então o Município de Montenegro com as suas duas Vilas de Camaçari e de Abrantes.

1938 - Decreto Federal institui o nome Camaçari para o município sendo Vila de Abrantes, Monte Gordo e Dias d'Ávila e seus distritos. Com a Lei 4404 de 25/2/1985 Dias d'Ávila torna-se um município.

Lei n°. 301/94 de 01 de julho de 1994 - " Dispõe sobre a definição e divisão do território do Município em Zonas Urbanas, Zonas Rurais e Zona Especial, para efeito de disciplinamento de uso e ocupação do solo, planejamento e tributação e dá outras providências"...








História de Camaçari
Diretoria de Planejamento - Sesau
Coordenação de Informação e Comunicação em Saúde.

sábado, 7 de dezembro de 2019

As Famílias



Marqueses de Niza

O município, no início, estava dividido em duas grandes propriedades: as terras da Marquesa de Niza e as terras pertencente a Família de Garcia d'Ávila.

O título de Marquês de Nisa foi um título nobiliárquico de Portugal. Foi criado por D. João IV a 18 de outubro de 1646, em plena Guerra da Restauração, em favor de D Vasco Luís da Gama, 5° Conde da Vidigueira, descendente direto de Vasco da Gama.

Armas dos Condes da Vidigueira(1519) e mas tarde Marqueses de Bisa(1646)

A Família Garcia d'Ávila


A freguesia de São Bento do Monte Gordo foi uma das paróquias criadas pelos senhores da Casa da Torre, por volta de 1859, porém povoados desde a metade do século XVI, os terrenos pertenciam a descendentes do Visconde da Casa da Torre de Garcia d'Ávila. Segundo o historiador Carlos Ott, os descendentes desta família criaram os primeiros engenhos de açúcar nas regiões da freguesia de Mata de São João (Bonfim da Mata).



Thales de Azevedo descreve a relação do gado no território de Camaçari, Mata de São João e Dias d'Ávila: ... " Aquelas primeiras criações faziam-se nos campos dos arredores da cidade. Com as redes que lhe couberam, das partidas iniciais e das sucessivas, estabeleceu Garcia d'Ávila um curral em Itapagipe, donde passou para Itapuã e afinal estendeu-se a Tatuapara. Dali, rico e poderoso, ia partir seu filho Francisco Dias d'Ávila com sua gente armada, os seus vaqueiros mamelucos e os seus rebanhos à conquista e povoamento do Rio São Francisco, onde veio a dominar centenas de léguas de terra obtidas em sesmaria para seu criatório. Em Tatuapara, Dias d'Ávila ergueria como símbolo da sua fortuna e março da marcha em direção aos sertões, mais que uma torre para sua defesa, o famoso castelo de boa cantaria que ainda hoje, arruinado embora, fala de sua opulência. Em seus terrenos, àquela altura algumas léguas da praia, formou-se a primeira feira de gados da Bahia, a " feira velha" do Capoame, aonde os marchantes iam comprar redes de açougues e talhos da cidade" Azevedo, 1969 p. 321-322/ Azevedo, Thales. O Povoamento da cidade de Salvador. BA, Ed. Itapuã, 1969.
A feira de gado de Capuame foi substituída por Feira de Santana  meados do século XIX. Dias d'Ávila destacava-se no cenário estadual como uma estância hidromineral.
A penetração aconteceu devido a criação de gado bovino, iniciada com o propósito de abastecer Salvador.



https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Marqu%C3%AAs_de_Nisa

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

A História de Camaçari


A história de Camaçari começa com sua ocupação oficial em 1558, quando foi criada a Aldeia do Divino Espírito Santo, que reunião os índios Tupinambá e os padres jesuítas João Gonçalves e Irmão Antônio Rodrigues às margens do rio Joanes.
Porém, 27 anos antes, nascia uma comunidade que seria o embrião de Salvador, composta por Tupinambás, náufragos portugueses, espanhóis e franceses. Contudo, foi em 1549 que é a data de fundação da mesma, com a implantação de uma verdadeira estrutura de governo. Salvador se tornava centro de influência vasta e nacional.
Após a expulsão dos jesuítas a Aldeia passou a condição de Vila através do Alvará Régio de 27 de setembro de 1758, levando o nome de Vila Nova do Espírito Santo de Abrantes, a Vila de Abrantes.
A primeira composição administrativa de Vila de Abrantes, abrangia os distritos de Abrantes, Monte Gordo e Ipiranga( hoje Lauro de Freitas). Com a lei municipal de 22 de março de 1920 foi criado o distrito de Camaçari.



Em 1562, na Igreja de " Sant Spiritus" haviam sete aldeias com mil cristãos. Há relatos da participação dos índios Tupinambás na guerra do Paraguaçu. Em 1624-1650, os nativos da aldeia do Espírito Santo defenderam o território dos holandeses conjuntamente com a população pertencente a família da Casa da Torre.
O bloqueio que a Espanha impôs à Holanda negando-lhe acesso ao açúcar brasileiro, acabou por produzir a invasão holandesa da colônia. Os fortes, os soldados, até os índios, a defenderam. O Bispo Don Marcos Teixeira organizou a fuga e passou a organizar a resistência em Abrantes. Havia o apoio dos homens de Tatuapara e da Casa da Torre, em 1° de maio de 1625, os holandeses se renderam.





http://www.achetudoeregiao.com.br/ba/camacari/historia.htm

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